Problemas típicos e suas soluções

 
 

Aqui fizemos uma coletânea dos problemas de maior importância ou freqüência, que ocorrem no cotidiano da transformação de plásticos.

Juntamente, listamos as prováveis causas e soluções, com o objetivo de contribuir com o usuário, servindo como uma primeira fonte de consulta.

 

método de transformação

descrição
do problema

prováveis
causas

soluções

 
- todos - diferença de
tonalidade em
relação ao
padrão.
- falta ou excesso de concentrado.

- temperatura
ultrapassando o
limite de resistência térmica do
concentrado.

- presença ou excesso de material recuperado.

- aplicar o concentrado nas mesmas condições que o padrão original.

- verificar a resistência da máquina e corrigir a temperatura.

- retirar o material recuperado e verificar o comportamento da cor.

- evitar misturar concentrados diferentes para conseguir outra cor (principalmente em processos de injeção).

- refazer os testes com o concentrado, considerando padrão (quando houver).

 
- todos - falta de cobertura ou variação na cobertura. - variação na pesagem.

- variação do dosador.

- velocidade de fluxo do concentrado pelo funil do equipamento, diferente em relação à resina.

- evitar adição do concentrado por medidas volumétricas.

- conferir se há constância na rotação do dosador.

- verificar se ocorre variação na granulometria do concentrado, e se seus tamanhos de grânulo são muito diferentes que os da resina.

 

método de transformação

descrição do problema

prováveis
causas

soluções

 
- extrusão de filmes tubulares e planos - linhas ou faixas na superfície do filme. - falta de contrapressão na extrusora.

- fluidez da resina maior que a do concentrado.

- irregularidades na matriz.

- taxas de produção elevadas.

- forçar contrapressão, usando telas mais finas e diminuindo a temperatura da zona de dosificação.

- substituir a resina por outra de fluidez menor, ou o concentrado por outro de fluidez maior, apropriando as condições de processo.

- fazer meia diluição, em extrusora de granulação, do concentrado em uma resina de fluidez maior e aplicá-lo ao dobro da concentração normal.

- verificar a limpeza da matriz.

 

- extrusão

- entupimento frequente de telas, com elevação da amperagem.

- excesso de concentrado no produto.

- telas muito finas ou em excesso.

- deficiência na dispersão do concentrado.

- presença de material recuperado contaminado.

- usar telas com malhas mais grossa, desde que não diminua os recursos de homogeneização e nem ocorra rompimento do balão.

- verificar a dispersão do concentrado pela observação do produto(presença de pontos na superfície).

- pode ser pesquisado um concentrado, cujas características de pigmentação e poder tintorial permitam que seja aplicado em menores níveis, evitando seu excesso.

 

método de transformação

descrição
do problema

prováveis
causas

soluções

 
- extrusão de filme tubular e plano - presença de microfuros, seguidos de rompimento do balão (tubular). - excesso de concentrado.

- umidade em alguma das matérias-primas (ou ambiental).

- velocidade linear elevada para uma pequena espessura do filme.

- temperatura insuficiente de processo.

- sujeira na matriz.

- deficiência na dispersão, ou excesso de cargas no concentrado.

- estufar a matéria-prima suspeita.

- alterar o perfil de temperatura, elevando-a na zona de compressão.

- caso a espessura seja muito mais fina, procurar trabalhar em velocidades menores, ou então elevar a temperatura.

 
- extrusão de filme tubular, plano e de chapa - aparição intermitente de pequenas borras ou material queimado no filme ou chapa. - presença de pontos de acúmulo de material, que se queima na matriz ou na rosca/excesso de temperatura.

- tacha de produção elevada com poucos recursos de homogeneização.

- fluidez da resina incompatível com a do concentrado.

- deficiência na qualidade do material recuperado.

- verificar as condições da matriz (limpeza, polimento interno).

- conferir a temperatura de trabalho e verificar se ela não excedeu os limites de resistência térmica do concentrado.

- verificar se a fluidez da resina é superior à do concentrado. Caso afirmativo, pode-se substituir uma das matérias-primas (ajustando-se as condições de processo), ou então preparar uma pré-diluição do concentrado (em extrusão de granulação) com resina de fluidez maior e aplicá-lo em maiores concentrações sobre a resina normal.

- usar tela mais fina para forçar contrapressão nos casos onde o problema é exclusivamente falta de homogeneização.

- verificar fluidez e dispersão do material recuperado.

 

método de transformação

descrição
do problema

prováveis
causas

soluções

- moldagem por sopro

- faixas no frasco. - acúmulo de material queimado no cabeçote.

- falta de resistência térmica do concentrado.

- concentrado aderindo com facilidade sobre a superfície interna do cabeçote.

- baixa contrapressão no sistema extrusora-cabeçote.

- limpar ou aprimorar o cabeçote (o qual evite pontos de acúmulo).

- verificar a ocorrência de cargas sensíveis à temperatura no concentrado.
 

- diminuir a temperatura do cabeçote, para forçar a contrapressão (e homogeneização),e atenuar a tendência à queima de material.
 

- procurar manter a superfície interna do cabeçote, preferencialmente polida.

- moldagem por sopro

- diminuição de resistência ao impacto.
 

- tendência a rachaduras.

- falta de plastificação ou homogeneização.

- excesso de pigmentos.

- excesso de material recuperado.

- elevar a temperatura de extrusão na zona de compressão, abaixando-a na zona de dosificação, para forçar a interação pigmento polímero, e também ao cisalhamento, a fim de que haja melhor mistura.

- se a concentração do recuperado for alta, e se ele for proveniente do mesmo produto, diminuir então o teor do concentrado.

verificar a qualidade do recuperado e, se possível, reduzir seus níveis.

- injeção

- as peças saem manchadas, caracterizadas por linhas de fluxo ou ausência de concentrado em certos pontos. - falta de homogeneização do concentrado sobre resina.

- ciclo excessivamente rápido.

- material degradando.

- verificar a fluidez do concentrado e resina.

- elevar a contrapressão no parafuso.

- se possível usar bico valvulado e parafuso contendo zona de mistura.

- diminuir a velocidade de injeção.

- pré-diluir ou utilizar um concentrado mais diluído, o qual possa ser aplicado em maiores concentrações.

- verificar as condições da superfície e projeto de molde.

- conferir a temperatura de processo e verificar a resistência térmica do concentrado.

 

método de transformação

descrição
do problema

prováveis
causas

soluções

 

- injeção

- delaminação. - incompatibilidade entre o concentrado e resina.

- interferência no grau de mistura, somada com as altas tensões superficiais geradas no processo.

- verificar a natureza do veiculo do concentrado.

- elevar a contrapressão e temperatura de processo.

- diminuir a velocidade de injeção.

 

- extrusão de recobrimento, tubos e perfis

- fio ou tubo disforme, apresentando rugosidade e pontos na superfície. - fluidez da resina é superior à do concentrado, ou a fluidez do concentrado é muito baixa.

- excesso de material recuperado.

- excesso de concentrado.
 

- dispersão comprometida dos pigmentos.
 

irregularidades ou sujeira na matriz.

- verificar a fluidez do concentrado e resina.

- verificar a qualidade do material recuperado (dispersão).

- limpar a matriz e processar com resina natural, até certificar-se de que a extrusão segue em processo normal. Em seguida adicionar o concentrado.
 

- verificar a dispersão do concentrado.

 


 

 

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